bem-vindos a meu último post semanal (é melhor colocar aqui a ressalva...) sobre a minha tese.
abaixo alguns tópicos e breves palavras que eu gostaria de transmitir:
- atitude (1): ter uma mente aberta, principalmente quando se vai trabalhar para uma área nova é essencial. aliás, para fazer investigação nem poderia ser de outra forma...
- atitude (2): não ter vergonha de dizer não sei e não recear pedir ajuda é importante, pois ninguém nasce ensinado! e, é claro, um bom grupo com boas pessoas é fulcral!
- sorte: ter um bom orientador é igualmente, senão mais, importante! - nada se faz sem planear as coisas adequadamente e sem garantir fundos e condições técnicas!
- tecnologia: trabalhar sobre um bom sistema de backup, que permita recuperar o trabalho caso o computador pegue fogo ou quando se quer ir buscar um documento e não se está ao pé do pc; (pequeno momento publicitário) a dropbox foi o meu serviço de eleição e deduzo que continuará a ser durante os próximos tempos: rápida, fiável, barata, funciona em qualquer sistema operativo e em qualquer parte do mundo.
- conhecimentos científicos: no seguimento do ninguém nasce ensinado, importa dizer que numa tese não é preciso estudar dezenas de livros sobre um assunto geral (a meu ver, pelo menos): uma pessoa vai aprendendo e pesquisando à medida do que precisa saber para realizar o trabalho e em função do nível de exigência que lhe está a ser imposto (é por isso que eu vou aprender sobre química computacional e química física num futuro não muito distante, se quiser fazer um bom PhD).
- devoção ao trabalho: como sabem, o meu trabalho iniciou-se em setembro de 2010 e durou mais do que os nove meses inicialmente previstos, atravessando o verão de 2011. durante esse período eu continuei a ir para aveiro para trabalhar, mesmo quando a essua estava fechada. em retrospetiva, posso afirmar que foi péssima ideia: o trabalho pouco rendeu, a motivação andava em baixo... mais valia ter ficado em casa ou ter ido dar umas voltas, dado que os gastos seriam os mesmos e as experiências melhores... na altura (e isto é uma coisa da minha personalidade, pelo que poderá acontecer de novo) estava preso por uma coisa chamada consciência, porque achava que não estava a aproveitar todo o tempo que tinha para trabalhar... burrice total! o que leva ao próximo ponto...
- gestão do uso do tempo: aprendam! eu sou péssimo nisso e continuo a adiar ter uma vida. para a semana, para o mês, depois da tese, depois de... mais outra coisa intrínseca da minha personalidade... se forem assim, saibam de antemão: é precisa muita força de vontade para mudar!
- afetos: ninguém vive sozinho! a família e os amigos são muito importantes e são também as pessoas que mais levam por tabela quando a tese não está a correr bem! a essas pessoas, é pedir compreensão e mais compreensão. e agradecer no final. e mesmo isso não vai chegar... nunca chega...
creio que não há mais nada importante... ah, não! há o texto abaixo, que fazia parte dos drafts iniciais da minha tese, e cujos itálicos devem ser sempre tidos em conta, em qualquer área científica! muito mais do que resultados que vão de encontro às expectativas, é preciso ter a certeza do que se fez e estar de consciência tranquila em relação a todos os passos.
1.4.4 Considerations regarding MD simulationsSteinbach, in his 2010 work,[1] puts together both the advantages and concerns regarding the general use of MD simulations in the study of macroscopic properties of systems from their dynamic behaviour at molecular level.General advantages:
- Close look, at atomic scale, at the behaviour of any part of the system being studied;
- As simulations are not limited to laws of nature, the opposite of what is supposed to happen can be studied, in order to understand the real process;
- Also, changes in the environment or structure of the studied system are possible, thus evaluating free-energy differences – thermodynamic integration.
Major concerns:
- How good is the representation of real processes? How realistic are the used force field and other constants?
- How is the MD simulation explored? How long to simulate?
Steinbach summarizes it pretty well:
Simulations are fiction aspiring to emulate reality. Pretty pictures and even a few good numbers do not guarantee good science.
1 - STEINBACH, PETER J.- Introduction to Macromolecular Simulation. Bethesda: National Institutes of Health, 2010. [Consult. April 2011]. Available at: http://cmm.cit.nih.gov/intro_simulation/intro_simulation.pdf.
finalmente, como prometido a lista de posts, separados por meses:
setembro 2010
outubro 2010
novembro 2010
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janeiro 2011
fevereiro 2011
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- post #897 - a tese. XXXII
- post #899 - a tese. XXXIII
maio 2011
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junho 2011
julho 2011
agosto 2011
setembro 2011
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outubro 2011
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- post #969 - a tese. LIX
- post #971 - a tese. LX
novembro 2011
dezembro 2011
bom ano para todos!

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