Friday, January 06, 2012

post #985 - (post final sobre) a tese. LXX

bem-vindos a meu último post semanal (é melhor colocar aqui a ressalva...) sobre a minha tese.

abaixo alguns tópicos e breves palavras que eu gostaria de transmitir:
  • atitude (1): ter uma mente aberta, principalmente quando se vai trabalhar para uma área nova é essencial. aliás, para fazer investigação nem poderia ser de outra forma...
  • atitude (2): não ter vergonha de dizer não sei e não recear pedir ajuda é importante, pois ninguém nasce ensinado! e, é claro, um bom grupo com boas pessoas é fulcral!
  • sorte: ter um bom orientador é igualmente, senão mais, importante! - nada se faz sem planear as coisas adequadamente e sem garantir fundos e condições técnicas!
  • tecnologia: trabalhar sobre um bom sistema de backup, que permita recuperar o trabalho caso o computador pegue fogo ou quando se quer ir buscar um documento e não se está ao pé do pc; (pequeno momento publicitário) a dropbox foi o meu serviço de eleição e deduzo que continuará a ser durante os próximos tempos: rápida, fiável, barata, funciona em qualquer sistema operativo e em qualquer parte do mundo.
  • conhecimentos científicos: no seguimento do ninguém nasce ensinado, importa dizer que numa tese não é preciso estudar dezenas de livros sobre um assunto geral (a meu ver, pelo menos): uma pessoa vai aprendendo e pesquisando à medida do que precisa saber para realizar o trabalho e em função do nível de exigência que lhe está a ser imposto (é por isso que eu vou aprender sobre química computacional e química física num futuro não muito distante, se quiser fazer um bom PhD).
  • devoção ao trabalho: como sabem, o meu trabalho iniciou-se em setembro de 2010 e durou mais do que os nove meses inicialmente previstos, atravessando o verão de 2011. durante esse período eu continuei a ir para aveiro para trabalhar, mesmo quando a essua estava fechada. em retrospetiva, posso afirmar que foi péssima ideia: o trabalho pouco rendeu, a motivação andava em baixo... mais valia ter ficado em casa ou ter ido dar umas voltas, dado que os gastos seriam os mesmos e as experiências melhores... na altura (e isto é uma coisa da minha personalidade, pelo que poderá acontecer de novo) estava preso por uma coisa chamada consciência, porque achava que não estava a aproveitar todo o tempo que tinha para trabalhar... burrice total! o que leva ao próximo ponto...
  • gestão do uso do tempo: aprendam! eu sou péssimo nisso e continuo a adiar ter uma vida. para a semana, para o mês, depois da tese, depois de... mais outra coisa intrínseca da minha personalidade... se forem assim, saibam de antemão: é precisa muita força de vontade para mudar!
  • afetos: ninguém vive sozinho! a família e os amigos são muito importantes e são também as pessoas que mais levam por tabela quando a tese não está a correr bem! a essas pessoas, é pedir compreensão e mais compreensão. e agradecer no final. e mesmo isso não vai chegar... nunca chega...

creio que não há mais nada importante... ah, não! há o texto abaixo, que fazia parte dos drafts iniciais da minha tese, e cujos itálicos devem ser sempre tidos em conta, em qualquer área científica! muito mais do que resultados que vão de encontro às expectativas, é preciso ter a certeza do que se fez e estar de consciência tranquila em relação a todos os passos.

1.4.4 Considerations regarding MD simulations

Steinbach, in his 2010 work,[1] puts together both the advantages and concerns regarding the general use of MD simulations in the study of macroscopic properties of systems from their dynamic behaviour at molecular level.

General advantages:
  • Close look, at atomic scale, at the behaviour of any part of the system being studied;
  • As simulations are not limited to laws of nature, the opposite of what is supposed to happen can be studied, in order to understand the real process;
  • Also, changes in the environment or structure of the studied system are possible, thus evaluating free-energy differences – thermodynamic integration.
Major concerns:
  • How good is the representation of real processes? How realistic are the used force field and other constants?
  • How is the MD simulation explored? How long to simulate?

Steinbach summarizes it pretty well:
Simulations are fiction aspiring to emulate reality. Pretty pictures and even a few good numbers do not guarantee good science.


1 - STEINBACH, PETER J.- Introduction to Macromolecular Simulation. Bethesda: National Institutes of Health, 2010. [Consult. April 2011]. Available at: http://cmm.cit.nih.gov/intro_simulation/intro_simulation.pdf.



finalmente, como prometido a lista de posts, separados por meses:
setembro 2010
outubro 2010
novembro 2010
dezembro 2010
janeiro 2011
fevereiro 2011
março 2011

abril 2011

maio 2011

junho 2011

julho 2011

agosto 2011

setembro 2011

outubro 2011

novembro 2011

dezembro 2011


bom ano para todos!

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