junto à janela passam gaivotas, com o seu branco que contrasta com o azul e cinzento do céu. mais à frente, bate o sol numa parede, um sol que pouco aquece, mas que sabe bem.
lá longe, vêem-se as nuvens que fogem do vento. mais abaixo já não há folhas para derrubar das árvores, nem barcos para empurrar à vela.
segue-se uma lenta desconstrução da realidade, numa análise segmentar e unitária; acima de tudo inútil - pois se se compreende cada item na sua intimidade e singularidade, não se percebe beleza do todo.
porque uma nota de piano sozinha de nada vale.
e a música de piano ressoa nos meus ouvidos, na minha mente e no vazio do meu coração.
1 comments:
qdo comecei a ler as gaivotas a janela fizeram-me lembrar a cabana do zé cid xD
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