Monday, May 18, 2009

post #705 - sometime ago, sun smiled upon me!

1 de Outubro de 2008
E neste dia, bem que podia ser o teu aniversário;
Bem que se podia comemorar o teu nascimento,
talvez até a tua alma.

Este seria o dia mais feliz da tua vida:
20 anos volvidos
e seria o 1.º dia sem o teu sacrifício;
a 1ª e exclusiva vez
em que não andarias a raspar pedaços do teu coração das paredes da tua solidão rebentado pela explosão do meu “não” sem razão!

Era um dia teu, um dia em que o surdo som do teu sofrimento
seria calado pela doce brisa da tua voz,
percorrendo os caminhos infindáveis das tuas pautas,
tacteando as tuas cordas,
dedilhando essas teclas!

E ao fim do dia, poderias adormecer
numa almofada de penas, enxuta de lágrimas;
enquanto na tua mente, o som do bater do coração era uma melodia, que te levava para o sonho em que julgaste andar hoje e onde foste feliz por uma vida inteira.


17 de Outubro de 2008
Canta-me a vida um tom abaixo da tua voz,
dá à minha alegria um tom acima
e vai compondo a minha vida, com sons e silêncios…
Ah, o som do silêncio!

O repicar das notas do dia...
O percorrer da escala com os ponteiros,
só para ficar mais grave e profundo,
só para voltar a uma melodia;
Para chegar a ti!

Dá-me música!
Encanta-me sem cantar,
mas deixa-me viajar nos teus sustenidos,
enquanto adormeço nos teus bemóis.

Oh, o arrepio da nossa música!
Os pés que marcam o ritmo,
que descompassam e aceleram
e se sincronizam com a respiração
e com o fulgor do teu órgão!

Afinamos os instrumentos juntos
e voltamos tocar,
sempre e mais da mesma música:
ensaiamos horas e horas
até que os vizinhos se fartem dos nossos sons!

E no fim deste concerto nocturno
por entre fumo de cigarro,
brisa da cidade e suaves acordes,
vamos adormecendo finalmente,
com o teu coração, qual metrónomo,
que nos embala por fim…


(Sonho e componho em minha mente,
dirijo toda a orquestra
e guardo o solo
para quem toca harpa com mãos d'anjo...)

Bravo!


22 de Novembro de 2008
Em cada nota que libertas da pauta
está um pouco da tua leveza;
Em cada peça de roupa que despes,
revela-se algo mais que beleza.


6 de Janeiro de 2009
Não queria estar sozinho esta noite.
Não queria dizer-te estas palavras,
mas sim outras, ao ouvido!
Queria adormecer no perfume do teu cabelo,
no calor do teu corpo…
Serias um sonho tornado real!
Serias felicidade intemporal!
E eu...
...
Eu não estaria a dormir tão mal!


13 de Janeiro de 2009
És uma alegoria de sensações,
Contigo todos os compassos de espera são breves,
mas sentidos!
E encaixam com perfeição nas escalas das nossas vidas,
Como se a batuta divina (co)ordenasse o nosso emparelhamento,
Juntando o ritmo de nossos corações em casa batimento.

Parei.

A água que chegou de repente lavou-me dos pés alguma areia.
A sensação de mudança de temperatura
e o recuar da onda trouxeram-me de novo à realidade.

Estavas uns metros à minha frente,
risonha, com o cabelo ao sabor da brisa marítima.
Ao fundo, as gaivotas que perseguíamos pousavam.

Voltaste até mim e com toda a tua calma perguntaste:
― Então, que foi?
E eu, com o teu sorriso, percebi.
No beijo que demos nesse instante, tudo ficou claro:
Eu não precisava mais de perseguir "gaivotas"...
Tudo o que eu precisava estava mesmo à minha frente,
e ias ficar comigo, independentemente do resto.

Abraçados, dançámos um pouco, entre a areia húmida
e as ondas baixas do mar.
Na areia fomos cair e continuámos abraçados,
numa união forte, tão forte,
que nem areia nos teus cabelos
ou a água à nossa volta nos fez largar...

E nesses ternos momentos, te respondi:
― Estou feliz contigo!
E com um beijo selámos a nossa união.


obrigado pela tua amizade.
(parvo... isso não se agradece!)

0 comments:

Post a Comment