Thursday, December 03, 2009

post #763 - ninguém tem as duas mãos iguais

sempre tive esta ideia, que o tempo passava mais depressa à medida que crescia. e sempre achei que isso era verdade, porque todos me diziam "ah, já não há tempo para nada!" ou "já estamos em setembro? ainda ontem foi natal!" e por aí...

errado. está tudo mal! é um problema de perspectiva.
desde que saí da minha escola primária até que lá voltei novamente, passaram-se vários anos. cerca de 8 anos.
e uma coisa que me parecia grande, a minha escola, com 2 salas enormes, um recreio grande para todas as brincadeiras e tudo mais, tornou-se pequena, porque cresci.
a perspectiva da cadeira já não é a mesma. já não preciso do estrado para chegar ao quadro. a sala parece menor...

e uma analogia semelhante se faz com o tempo.
antes, no tempo da primária, uma semana demorava tanto a passar - "as férias nunca mais chegam!" - e agora... é mais: "dass! isso é já para a semana?"
mudou o valor que se dava ao tempo (o seu uso e gestão não são para aqui chamados): antes havia tempo que dava para tudo, porque havia tão pouca coisa para fazer... havia tardes inteiras de desenhos animados e brincadeiras com legos. havia viagens de automóvel que eram rápidas, mesmo sendo umas centenas de quilómetros. e porquê? porque não se queria saber do tempo que se demorava/perdia.

agora, o tempo é como o espaço: está controlado! e sobrevalorizado.
e há tanta coisa sobrevalorizada na nossa vida... excepto as pessoas certas.



desculpa, prometo tratar-te melhor.

Sunday, November 29, 2009

post #762 - dancing in the dark



:')

post #761 - Bolo de Bolachas


BOLO DE BOLACHAS

Açúcar . . . . . . . . . . . . . . . . que baste
Bolacha Maria . . . . . . . 300 gramas
Miolo de amêndoa . . . . 200 gramas
Café forte . . . . . . . . . . . . . que baste

Põe-se num prato 1 bolacha e mais 6 em volta, primeiramente embebidas em bom café açucarado. Sobre estas, uma camada de creme e assim, sucessivamente, até acabarem as bolachas. Estas vão-se molhando no café à medida que forem precisas para não ensoparem demasiadamente.
Reveste-se totalmente o bolo com o restante creme e cobre-se completamente com as amêndoas cortadas em bocadinhos e torradas no forno.

Creme

Açúcar . . . . . . . . . . . 200 gramas
Manteiga sem sal . . 250 gramas
Ovos . . . . . . . . . . . . . . . . 3 gemas

Bate-se muito bem a manteiga, junta-se depois o açúcar e as gemas uma de cada vez, batendo sempre; deita-se por último 1 ou 2 colherzinhas de café.

hum... este era o bolo de bolacha que a minha mãe fazia há anos!! fui descobria receita num livro velho e gasto:
O Mestre Cozinheiro - Colecção «Laura Santos». 7.ª edição. Lisboa: Editorial Lavores, 1975.


nesta confecção, usaram-se 2 pacotes de bolachas, não se usou amêndoa e a disposição, como se vê, é rectangular. muito bom ^^



Saturday, November 28, 2009

post #760 - o sítio das mulheres é na cozinha IV


Scarlett Johansson
(via HFG - outra aqui)

post #759 - o sítio das mulheres é na cozinha III

Scarlett Johansson
(via Bitaites - mais aqui)

Friday, November 27, 2009

post #758 - Boa Sorte!! ;)



Sunday, November 22, 2009

post #757 - pois...

Friday, November 20, 2009

post #756 - outono II

uma bruma de nuvens ao longe, parece envolver este pedaço de céu que tenho como tecto. não há sol, não há chuva, não há vento. só o frio, com alguma humidade, que parece entranhar-se nas roupas. o frio que sobe pelas pernas acima, que se encosta ao de leve, e que rouba o calor. faltam a areia da praia, o salgado do mar nesta vida.

deste lado da cidade, já os carros correm para os seus destinos, alumiados por filas de postes eléctricos. as riscas vermelhas e brancas dos seus faróis parecem mais próximas do chão do que realmente estão. são tão desprovidas de cor, as estradas.

mais longe ainda, um pedido de auxílio não é respondido. é triste e só. e há a culpa que invade e corrói. é o outono da alma, a preparar a mente o corpo para o inverno - mais frio, mais só, mais triste.

Friday, November 13, 2009

post #755 - outono

junto à janela passam gaivotas, com o seu branco que contrasta com o azul e cinzento do céu. mais à frente, bate o sol numa parede, um sol que pouco aquece, mas que sabe bem.
lá longe, vêem-se as nuvens que fogem do vento. mais abaixo já não há folhas para derrubar das árvores, nem barcos para empurrar à vela.

segue-se uma lenta desconstrução da realidade, numa análise segmentar e unitária; acima de tudo inútil - pois se se compreende cada item na sua intimidade e singularidade, não se percebe beleza do todo.

porque uma nota de piano sozinha de nada vale.

e a música de piano ressoa nos meus ouvidos, na minha mente e no vazio do meu coração.